Mockup · a colagem monta o CARDÁPIO (decisão do Rafael, 03/set)

A conversa vira uma lista de nomes, e ela toca no que é seu

Substitui o miolo da tela 2, que confirmava um pedido. Sem quantidade, sem preço, sem cliente, sem data. Correção de 03/set: eu tinha escrito aqui que "o número não tem pra onde ir", e a medição derrubou a frase. Sobrou um lugar, e é o nome: "Torta de limão 45", "Empada de 4 reais". Os estados abaixo são navegáveis; o parser é de mentira aqui.

9:41▮▮▮
Engrenou montando
Engrenou

Achei essas comidas na sua conversa Toca no que é seu. O resto some.

O preço fica pra depois: cada um nasce com definir preço.

O que esta tela decide

Ela troca a pergunta. Antes era "aconteceu isso?" (um pedido, que a pessoa teria que conferir de memória, número por número). Agora é "isso é seu?", julgado contra o que ela vende todo dia.

A consequência medida em 03/set, e ela não é a que eu tinha afirmado: os 30 erros do recorte de pedido morrem quase todos (28 de 30), e o recorte cria 28 novos nas mesmas cem frases. Saldo: 30 contra 30. O que muda de verdade é o preço do erro, não a quantidade.

A maior família nova (15 linhas) é ingrediente e sabor virando produto: granola, coco, arroz, "Chocolate", "Carne". A causa é uma escolha da régua, "candidata não precisa de âncora", e ela tem conserto estrutural. A conta completa está no documento.

O que este recorte NÃO faz: a lista errada não "salta aos olhos". Salada, Bacon e Morango são plausíveis numa lanchonete e numa confeitaria. A assimetria é de consequência (produto errado no cardápio se apaga em um toque; pedido errado vira dinheiro errado), não de detecção. E a lista mede pouco: 1,8 candidatas por frase, com 55 das 100 entregando um nome só.

As quatro decisões de desenho, e por quê

1. Nada nasce marcado

Marcar tudo por padrão devolveria o erro silencioso pela porta dos fundos: a candidata errada e plausível ficaria por inércia. Com nada marcado, o toque é o consentimento e a candidata errada só entra se ela escolher. O preço disso é trabalho: 4 toques em vez de 1. O botão fica desligado até o primeiro toque, e o rótulo dele conta ("Criar 4 produtos").

2. A conversa fica na tela, recolhida

Uma linha, tocável, que abre o texto. Sem ela a lista é afirmação sem lastro, e a correção perde a origem.

3. Corrigir é tocar de novo, e acontece na própria linha

O primeiro toque marca; num nome já marcado aparece o lápis, e ele abre o campo ali mesmo, com o trecho da conversa de onde o nome saiu. É a extração ancorada ficando visível: todo nome sabe dizer de onde veio. "Não é meu" tira da lista sem apagar a conversa.

4. "Colar outra conversa" é ação de primeira classe

Uma conversa dá de 2 a 5 nomes, e isso não é um cardápio. O laço natural é colar mais de uma, somando na mesma lista. A tela nasce com esse botão embaixo, não escondido.

O que mudou de decisão anterior, e por quê

A linha "não usei" não sobrevive a este recorte. Ela foi aprovada em 03/set pra tornar a omissão visível: mostrar as palavras da frase que o parser não consumiu. No recorte de cardápio o parser não consome quase nada (quantidade, preço, data, cliente e endereço ficam todos de fora), então a linha mostraria quase a conversa inteira e viraria ruído.

O que ela protegia continua protegido, pelo avesso: em vez de listar o que sobrou, cada nome carrega o trecho de onde saiu, e a conversa fica ali do lado, a um toque. Mesma defesa, na direção que este recorte permite. Isso precisa do seu aval.

A lista cabe sem rolar?

Do topo do aparelho até a base do "Colar outra conversa", no estado v, com 5 nomes. A régua é 812 px, a altura útil de um iPhone. O menor alvo tocável é medido nos nomes; a régua é 44 px.

O que este mockup não prova

O parser. Aqui os nomes são fixos; lá, quem os acha é código que ainda não existe. E não prova o número de nomes que uma conversa real produz: as 100 frases do corpus foram escritas pra medir extração de pedido.

Também não prova a pergunta que só o uso responde: quantas conversas ela topa colar antes de desistir e digitar na mão.